Caderneta de Poupança
A caderneta de poupança terminou junho com um ganho líquido de captações de R$ 2,410 bilhões. Divulgado pelo Banco Central (BC), o resultado é o melhor desde os R$ 7,432 bilhões de dezembro do ano passado. No primeiro semestre, a captação líquida da poupança atingiu a marca dos R$ 8,772 bilhões. Pela série histórica disponibilizada pelo BC em sua página na internet, este foi o melhor primeiro semestre de captações da poupança desde 1995. O crescimento da captação da poupança no mês passado ocorreu a despeito da decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de aumentar o redutor da Taxa Referencial de Juros (TR) e, com isso, produzir uma redução da rentabilidade dos investimentos em poupança. Pelas regras estabelecidas pelo CMN, os bancos são obrigados a destinar pelo menos 65% do saldo das aplicações em poupança em habitação.
Nota do BLOG: Interessante o aumento da captação mesmo após o aumento do redutor da Taxa Referencial de Juros. “A TR foi criada no Plano Collor II com a intenção de ser uma taxa básica referencial dos juros a serem praticados no mês. Atualmente é utilizada no cálculo do rendimento de vários investimentos, tais como títulos públicos, caderneta de poupança. E também em outras operações, tais como empréstimos do SFH (Sistema Financeiro Habitacional), pagamentos a prazo e seguros em geral. A metodologia de cálculo da TR tem como base a taxa média mensal ponderada ajustada dos CDBs prefixados das 30 instituições financeiras selecionadas, sendo eliminadas as duas de menor e as duas de maior taxa média. A base de cálculo da TR é o dia de referência, sendo calculada no dia útil posterior. Sobre a média apurada das taxas dos CDBs é aplicado um redutor que varia mensalmente”. (http://br.geocities.com/investguia/002.htm)
*Porém não sei se os Bancos conseguem destinar 65% do saldo das aplicações em poupança ao financiamento habitacional – montante exigido pelo BC. *Se alguém tiver melhores informações sobre o tema e nos informar, ficarei lisonjeado com a troca de idéias.